O Instituto Nacional de Estatística (INE) anunciou esta quinta-feira uma descida da taxa de inflação homóloga para 2,4% em setembro de 2026, significativamente abaixo dos 3,1% registados em agosto. Segundo o INE, esta evolução deve-se sobretudo a reduções nos preços da energia e dos produtos alimentares, que apresentaram quedas mensais de 6,2% e 0,4%, respetivamente.
Análise dos principais agregados
No relatório divulgado (INE, 2026-10-16), o INE indica que o índice de preços no consumidor registou a variação mais baixa dos últimos 15 meses, destacando o impacto particular da estabilização dos custos energéticos. O índice alimentar também contribuiu fortemente para a diminuição da inflação, devido a descidas em produtos essenciais.
Impactos económicos
Esta moderação dos preços reflete-se num abrandamento generalizado do custo de vida, com efeitos positivos no poder de compra das famílias. O INE observa ainda que a inflação subjacente, excluindo energia e alimentação, se manteve estável em 2,3%.
Perspetivas para o final do ano
Economistas citados pelo INE antecipam uma trajetória de estabilidade até ao final de 2026, salvo choques externos inesperados, em resultado de políticas monetárias restritivas por parte do Banco Central Europeu.

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