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UGT apresenta queda no número de filiados e elege nova presidente

Rosa Sousa é a nova presidente da central sindical, que assume reforço da atividade sindical como prioridade para o próximo mandato

Admin2 · · 2 min de leitura
UGT apresenta queda no número de filiados e elege nova presidente
Origem: observador.pt

Segundo o Observador e a Agência Lusa, a União Geral de Trabalhadores (UGT) conta atualmente com cerca de 430 mil trabalhadores filiados, um decréscimo de 5.000 face ao registado há quatro anos. Os números foram avançados por fonte oficial da central sindical, durante a conclusão do 15.º Congresso da UGT, realizado na Figueira da Foz.

O relatório de atividades apresentado pela UGT revela ainda que, em 2026, a organização reúne 50 associações sindicais filiadas – quando em 2022 o número era de 77 –, para além de sete Federações e 20 Uniões. O documento aprovado no Congresso vinca como prioridade para o próximo quadriénio (2026-2030) o reforço da atividade sindical, num contexto de redução de associados.

A nova liderança da UGT foi também um dos destaques do Congresso. Rosa Sousa, social-democrata e presidente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado e de Entidades com Fins Públicos (STE), foi eleita para um mandato de quatro anos à frente da central sindical. Sousa substitui Lucinda Dâmaso, que liderava a UGT desde 2013.

Compromissos para o futuro sindical

O programa aprovado pela UGT para o próximo mandato sublinha a necessidade de afirmar “um sindicalismo autónomo, independente, democrático, responsável e reivindicativo, capaz de combinar diálogo e negociação com firmeza na defesa dos direitos e interesses dos trabalhadores”. A central sindical pretende ainda manter um sindicalismo próximo dos trabalhadores, “aberto à mudança” e capaz de responder aos “desafios do futuro”.

  • Reforçar a representatividade e dinamismo das estruturas sindicais;
  • Promover a formação dos dirigentes;
  • Resgatar o crescimento do número de filiados;
  • Participar nos debates estruturantes para o futuro do trabalho.

Rosa Sousa assume a presidência num contexto marcado por desafios à sindicalização e pela necessidade de renovação interna das estruturas sindicais, sendo este um tema central no debate no movimento sindical português segundo as declarações oficiais da UGT.

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