Segundo a CNN Portugal, o antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho admitiu este domingo a hipótese de regressar à política ativa caso o PSD não seja bem-sucedido na atual legislatura. Em entrevista à SIC-Notícias, Passos Coelho destacou que ponderaria assumir um papel político se entendesse ter “obrigação e possibilidade de fazer alguma coisa de diferente” que não esteja a ser realizada pelo partido.
Passos Coelho sublinhou que espera ver o PSD a «sair da armadilha política» de depender alternadamente de acordos com o PS ou com o Chega, defendendo que tal cenário limita a capacidade do partido para realizar reformas estruturais. O ex-primeiro-ministro afirmou que um hipotético regresso estaria condicionado ao eventual insucesso do PSD e à sua convicção de que poderia dar uma resposta mais eficaz às necessidades do país.
Reiterando que atualmente não é candidato a nenhum cargo, Passos Coelho defendeu que o PSD “tinha a obrigação” de explorar um acordo de legislatura com Chega e Iniciativa Liberal (IL), partidos que, nas últimas legislativas, somaram mais de 60% dos votos. O antigo líder social-democrata afirmou também que, caso não haja uma base mínima de entendimento entre estas forças políticas para concretizar reformas importantes, todas deverão ser penalizadas politicamente.
Questionado sobre o atual líder do Chega, André Ventura, Passos Coelho reconheceu-lhe “mérito” e destacou a sua “iniciativa notável” no contexto político, ainda que tenha criticado algumas propostas do partido, como a baixa da idade da reforma. Passos Coelho alertou ainda para o risco de “desresponsabilizar” o Chega, observando que o afastamento deste partido poderá facilitar o seu crescimento e êxito eleitoral.
As declarações surgem num momento de debate interno sobre as estratégias e alianças parlamentares do PSD, sem indicação por parte de Passos Coelho de qualquer candidatura imediata ou ação concreta.

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