Informação avançada por PÚBLICO.
Segundo o PÚBLICO e a agência Reuters, Volodymyr Zelensky, Presidente da Ucrânia, criticou fortemente o recente acordo entre Donald Trump, Presidente dos EUA, e Vladimir Putin, Presidente russo, que prevê a suspensão das sanções norte-americanas ao setor energético russo até abril de 2027. O levantamento das restrições permite a importação de diesel russo pelos EUA e por mercados internacionais, estimando-se um fornecimento inicial de 300 mil toneladas, a que se somarão volumes adicionais nos meses seguintes.
Zelensky declarou publicamente que este entendimento “sinaliza à Rússia que pode continuar a atacar”, referindo que, logo após o anúncio, a cidade ucraniana de Zaporijjia foi alvo de um ataque com mísseis que matou pelo menos 15 pessoas. Insistiu que qualquer receita adicional obtida pela Rússia com a exportação energética seria canalizada para o esforço de guerra.
Para além das críticas ao acordo, Zelensky pediu a intensificação das sanções por parte dos EUA e da Europa, defendendo que o enfraquecimento militar de Moscovo é a única via para travar a agressão.
Em resposta, Donald Trump afirmou que “é melhor que Zelensky pare”, sugerindo mesmo a necessidade de “um novo líder capaz de chegar a acordo” em Kiev, enquanto apelou à cessação dos ataques ucranianos a refinarias russas. O Departamento do Tesouro norte-americano confirmou entretanto uma “isenção temporária” para os acordos energéticos assinados com a Rússia.
No plano europeu, Kaja Kallas, primeira-ministra da Estónia, e a alta-representante da União Europeia para a Política Externa reiteraram oposição a qualquer relaxamento das sanções, garantindo que a UE manterá a pressão sobre Moscovo. Uma reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros, agendada para 12 de outubro, prevê aprovar um novo pacote de sanções contra a Rússia.
Vários dirigentes e senadores democratas norte-americanos classificaram o acordo de “traição total” à Ucrânia, à Europa e à segurança dos Estados Unidos, criticando Trump pela decisão tomada num contexto de elevada tensão internacional, nomeadamente com a guerra entre EUA e Irão, e agravamento dos preços da energia nos EUA.
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