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Primeiras candidaturas ao ReSist marcam início da reconstrução em áreas afetadas por incêndios

Novo programa governamental já recebeu mais de 300 pedidos de apoio para habitações destruídas nos fogos de 2022 e 2023.

admin · · 2 min de leitura
Primeiras candidaturas ao ReSist marcam início da reconstrução em áreas afetadas por incêndios
Ilustração gerada por IA.

O Governo português anunciou o arranque do período de candidaturas ao programa ReSist, direcionado para a reconstrução de habitações permanentes destruídas pelos grandes incêndios de 2022 e 2023. Segundo informação disponibilizada pelo Ministério da Coesão Territorial, citada no portal oficial do Governo a 14 de outubro de 2026, mais de 300 famílias já submeteram pedidos de apoio, refletindo a forte procura por soluções habitacionais nas regiões mais afetadas.

Execução e critérios do programa

O programa ReSist foi desenvolvido com fundos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e tem como objetivo garantir a reconstrução de habitações totalmente destruídas e apoiar a reabilitação de casas parcial ou estruturalmente danificadas pelos incêndios. De acordo com o Governo, as candidaturas serão avaliadas de acordo com a gravidade dos danos, a vulnerabilidade dos agregados familiares e a localização das habitações nas áreas definidas pelo despacho publicado no Diário da República de 13 de outubro de 2026.

Impacto nas comunidades e financiamento

Segundo a mesma fonte governamental, o montante global disponível nesta fase ronda os 40 milhões de euros, esperando-se que o programa beneficie sobretudo populações idosas e famílias de baixos rendimentos. O Ministério da Coesão Territorial sublinha a prioridade dada às casas de primeira habitação em localidades dos distritos de Leiria, Castelo Branco e Guarda, severamente atingidos pelos incêndios dos últimos dois anos.

A operacionalização do ReSist decorre em parceria com autarquias e entidades municipais, cabendo a estas o apoio técnico aos candidatos e a validação local das situações declaradas. O Executivo refere ainda que a monitorização continuará ao longo do período de execução, prevendo-se o lançamento de novos avisos caso se verifique necessidade de alocar fundos adicionais.

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