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EUA ameaçam restringir apoio militar à Ucrânia devido a ataques a refinarias russas

Donald Trump sinaliza possível bloqueio ao fornecimento de armas norte-americanas a Kiev enquanto aumentam tensões relacionadas com ataques em território russo

Alexandre · · 2 min de leitura
EUA ameaçam restringir apoio militar à Ucrânia devido a ataques a refinarias russas
Origem: observador.pt

Segundo o Observador, citando informações avançadas pelo Financial Times, o presidente norte-americano Donald Trump está a ponderar suspender o fornecimento de armas à Ucrânia como forma de pressionar o governo ucraniano a travar os ataques a refinarias em território russo. Esta ameaça surge num contexto de crescente tensão entre Washington e Kiev relativamente às operações ucranianas contra infraestruturas de energia da Rússia.

Fontes diplomáticas internacionais confirmam que nas últimas semanas a Ucrânia intensificou os ataques contra alvos estratégicos russos, incluindo centros de dados e instalações energéticas. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, justificou estas ações com a necessidade de responder às ofensivas russas contra infraestruturas ucranianas essenciais para o abastecimento de energia do país.

O anúncio da posição norte-americana ocorre após relatos contraditórios sobre uma possível trégua energética entre Moscovo e Kiev. Enquanto Trump anunciou publicamente um acordo para cessar os ataques a infraestruturas energéticas, Zelensky negou ter conhecimento de tal acordo e reafirmou a prontidão para cessar operações ofensivas se a Rússia também interromper ataques a setores energéticos ucranianos.

A decisão de Washington de condicionar o apoio militar tem causado preocupações entre aliados europeus. O presidente francês, Emmanuel Macron, apelou recentemente a uma “trégua energética genuína” e sublinhou a necessidade de garantir a proteção das infraestruturas civis na Ucrânia, reiterando o apoio de França a Zelensky e ao povo ucraniano.

Até ao momento, não há confirmação sobre uma suspensão efetiva de entregas de armamento norte-americano à Ucrânia, mas especialistas consideram que o simples anúncio da intenção pode influenciar significativamente a estratégia militar de Kiev e a dinâmica do conflito no leste europeu.

A situação permanece em desenvolvimento, com múltiplos atores internacionais a monitorizar o desenrolar das declarações e possíveis consequências para o equilíbrio de forças na região.

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